quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Coimbra e a sua defesa


(O castelo de Leiria)
Desde que em 1064, Fernando Magno, avô de Afonso VII, conquistou Coimbra aos muçulmanos,a cidade não parou mais de crescer quer em importância, quer em área de ocupação.

Dispunha de uma muralha, construída durante a época árabe com uma área de 22 hectares, de longe a maior da cidades quer em território cristão, quer muçulmano, maior que Lisboa, maior que Silves.Menos de um século após a sua conquista a sua área urbanizada deve ter atingido cerca de 40 hectares.

Também para os almorávidas, era apetitosa a reconquista de Coimbra, depois de anexada a taifa de Badajoz e a posterior conquista de Santarém (1111) e Lisboa(1094), passou a constituir o alvo constante das investidas mouras.

Coimbra desempenhava pois uma intensa actividade comercial, sendo um grande centro de trocas, transacções de produtos comprados ou saqueados aos mouros. Tornava-se portanto imperioso proceder á defesa de Coimbra, uma cidade, na altura, fronteiriça de todo o condado.

Assim se explica uma das primeiras iniciativas tomadas pelo jovem príncipe, a construção do castelo de Leiria (1135).

O local escolhido foi encontrado "num monte situado num lugar muito ermo, entre os confins de Santarém e de Coimbra" (Annalles de D.Alfonsi-B-Walter 1966).

Note-se que o castelo de Leiria, podia afinal desempenhar uma dupla função, além da referida, criava um pólo de ataque contra Santarém.

A guerra fronteiriça desempenhava uma função económica importante. A captura de gado ao inimigo,a captura e o resgate de prisioneiros , o roubo de cabeças de gado e objectos de luxo, facilmente transportáveis, eram importantes fontes de lucros.

Imagine-se pois a frequência de assaltos que eram vítimas os camponeses dos campo de regadio do vale do Mondego, obrigado a acolherem-se dentro de muralhas a cada ataque, abandonando os seus haveres á mercê até de pequenos grupos de ataque.

Outras construções foram edificadas como a dos castelos de Soure, Penela e Arouce, para além da construção de pequenas torres de vigilância.

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