quinta-feira, março 22, 2007

O casamento-A escolha da Raínha

Não querendo "romantizar" em demasia a ideia expressa por Diogo Freitas do Amaral, abordada em postagem anterior, que Châmoa Gomes, mãe de 2 filhos seus , seria o "grande amor" da sua vida, o certa é que aos 35 anos D.Afonso Henriques continuava solteiro, era preciso tratar do seu casamento e não seria concerteza Châmoa Gomes a eleita para a "função" de Rainha.

Levando ainda mais longe a sua teorização romântica, Freitas do Amaral, diz ainda que D.Afonso Henriques terá tentado casar com Châmoa, mas não o terá conseguido, pois naquele tempo de indiscutível autoridade da Igreja Católica os Reis não podiam casar com as amantes e os filhos ilegítimos não podiam suceder-lhes na coroa.

Quanto á possibilidade da amante, deixar de o ser pelo casamento, também, não se poderia colocar, já que Châmoa Gomes, depois de enviuvar do seu primeiro marido, professara no mosteiro de Vairão, logo era Devota (de vota consagrada a Deus) e impedida de se casar.

Muito embora não haja qualquer prova documental, há quem afirme que D.Afonso terá casado com Châmoa, muito embora esse casamento tenha sido anulado pouco tempo depois.

Por outro lado a vassalagem prestada ao Papa com intuito de se promover a independência do Reino, tornava imperativo que D.Afonso Henriques se assumisse como um monarca católico e bem comportado.

Por outro lado os conselheiro do Rei não iriam admitir um casamento com uma familiar dum magnate galego, pois Chamoa era sobrinha do galego Peres Trava.

Quem escolher afinal para Rainha ?

Para alguns a deliberação de D.Afonso Henriques e seu conselheiros, em especial Egas Moniz e D.João Peculiar, teriam sido o de escolher noiva fora do âmbito da monarquia leonesa, não escolher mulher nem na Galiza, nem em Leão, indo buscar uma aliança mais longe.

O que mais uma vez demonstraria, segundo eles, o verdadeiro sentido de Estado do rei D.Afonso e seus conselheiros.

Para outros, por exemplo José Mattoso, a esta hipótese falhou por razões bem mais comezinhas, parece que nenhuma casa real da Península estaria interessada em casar uma sua princesa, com alguém que afinal era apenas duque, conforme o Papa Lúcio II o havia bem recentemente apelidado.

A escolha acabou por recair na filha de Amadeu III conde de Saboia, um condado autónomo não muito conhecido nas cortes peninsulares, mas nem por isso menos importante, como alguns cronistas da época julgavam, por certo por desconhecimento.

Uma das suas irmãs era rainha de França, por casamento com Luís VI, mãe do novo rei Luís VII, pelo que afinal D.Afonso Henriques viria a casar com a sobrinha dum dos Reis mais poderosos da cristandade

5 comentários:

Anónimo disse...

A biografia está muito confusa, sem falar realmente com que ele escolheu se casar...
Precisam melhorar muito nesse aspecto
PM = precisa melhorar

Luís Filipe Maia disse...

Meu caro anónimo

Não consigo perceber o que me quer dizer, pode concretizar melhor

Anónimo disse...

isto não diz nada eu quero saber com quem d.afonso henriques casou

Anónimo disse...

voces são uns filhos da puta

Anónimo disse...

Concordo