terça-feira, abril 17, 2007

A conquista de Lisboa- As hostilidades



(O Cerco de Lisboa, por Roque Gameiro)

Após as tentativas fracassadas de rendição pacífica, iniciaram-se as hostilidades no dia 1 de Julho de 1147 depois dos atacantes se terem disposto em 3 frentes : os Alemães e os Flamengos a oriente, os Ingleses e Normandos a ocidente e os Portugueses a norte.

Algumas querelas anteriores tinham acontecido, logo na chegada dos diversos grupos quer de cruzados, quer de Portugueses, atingindo populações que viviam fora das muralhas, que morreram ou nas refregas que foram acontecendo ou no fogo que os cruzados puseram ás casas logo no primeiro dia de combate.

Edificam-se logo duas igrejas para servir as tropas sitiantes e para dar guarida a sepultura dos mortos que fossem ocorrendo.

Uma delas a que foi construída junto à localização dos cruzados Ingleses e Normandos, seria a primeira implantação da Igreja dos Mártires a outra junto ao acampamento alemão, foi o local onde se estabeleceu o mosteiro de São Vicente de Fora.

Preparam-se máquinas de guerra, aproveitando a presença dum engenheiro de Pisa que acompanhava as forças germânicas. Algumas mais pequenas de simples protecção à aproximação militar ás muralhas, outras de maior porte, montadas em carros, que permitiam atendendo à sua grande altura que se atirassem projecteis à altura das muralhas.
Escavaram-se túneis, para fazer derrubar troços da muralha defensiva, nalguns casos com êxito.

Grande êxito teve o ataque ao castelo de Almada, contando-se centenas de mortos e grande saque , muito embora o mesmo se não pudesse dizer do castelo de Sintra atendendo a sua localização em local inexpugnável.

Os vários pedidos de socorro enviados pelos sitiados ao emir de Évora e muito embora muitos tenham sido interceptados, é certo que algum lá terá chegado, pois conhece-se a resposta que lhes deu o referido "rei", aliás assaz curiosa, se nos lembrarmos do episódio da quebra de tréguas quando da conquista de Santarém, utilizado pelo nosso Rei. Abu Muhammad Wasir terá respondido a Lisboa, não ser possível auxilia-los por " ter de respeitar um acordo de paz com Afonso Henriques"

Recomenda-se a leitura dum documento escrito pelo cruzado R.(aul) a Osberto de Bawdsey,

Carta do cruzado R. com base nas traduções referenciadas na lista de fontes. Com a pregação da segunda cruzada por São Bernardo de Claraval, em 1146 na basílica de Vézelay, com intenção de enviar um grande exército para defesa dos territórios francos na Palestina atacados pelos turcos seljúcidas, uma parte das forças de cruzados, que do Nordeste da Europa se dirigiam por mar para o Médio Oriente, foram aliciados a ajudarem o mais recente rei da Cristandade, D. Afonso Henriques, a combater os infiéis. Este é o relatório que o cruzado R[aul] mandou a Osb[erto] de Baldr[eseia] (Bawssey) , que é a interpretação mais recente, ou que Osb[erto] de Baldr[eseia] mandou a R. Como escreveu Alfredo Pimenta, «o autor, fosse Osberno ou fosse R., parece ter sido padre; era inglês ou normando; e entrou com certeza na conquista de Lisboa. E isso é o que importa acima de tudo .»

http://www.arqnet.pt/portal/pessoais/cruzado_lisboa.html

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