quinta-feira, abril 19, 2007

A conquista de Lisboa- A rendição

Ao fim de algum tempo de cerco os alimentos começaram a faltar. Um ataque mais impetuoso após a construção duma terceira torre pelos anglo-normandos, permitiu um assalto que levou os sitiados a pedir tréguas.

Os mouros consideraram-se perdidos e pediram tréguas de 24 horas para se poder negociar a capitulação. Fernão Peres Cativo e Herven de Glanville o comandante inglês, foram os negociadores pelo lado cristão, exigindo como garantia, da sua rendição que os mouros entregassem 5 reféns, que foram postos sob a guarda do Rei de Portugal.

Muitos Cruzados se insurgiam contra esta situação, considerando que deviam ser eles a guardar os reféns, porque temiam uma traição do Rei português (pelos vistos a sua fama não era a melhor).

D.Afonso Henriques decidiu então negociar a rendição, passando para segundo plano esta questão vinda principalmente dos alemães e flamengos.

A rendição foi então negociada neste termos " a cidade render-se-ia ao Rei, ficando o alcaide e um seu genro com tudo o que lhes pertencesse e os demais habitantes só com as vitualhas que tivessem".

De novo a confusão se instalou, pois este novo acordo contrariava o que fora previsto no contrato inicial entre o Rei e os Cruzados.
Acusavam D.Afonso de favorecimento aos mouros, chegando a amotinar-se e a criar grande confusão.

Esta atitude exigiu um endurecimento da posição do Rei de Portugal, ameaçando abandonar o cerco por "preferir a própria honra ao senhorio de Lisboa".

A 23 de Outubro finalmente o acordo, com a aceitação pelos Cruzados , das condições acordadas pelo Rei de Portugal.

Primeiro entrou no castelo uma guarda avançada composta por 140 anglo-normandos e 160 alemães e flamengos, para os mouros lhes entregarem os seus haveres, enquanto inspeccionavam a cidade.

Em 25 de Outubro finalmente precedido pelo chefes militares estrangeiros e pelos bispos portugueses, D.Afonso Henriques entrou no Castelo, e na torre mais elevada colocou uma cruz de Cristo.

Algumas escaramuças foram acontecendo,as atrocidades foram mínimas em especial atribuídas aos cruzados alemães e flamengos e nesse mesmo dia os mouros começaram a abandonar a cidade.

A vitória estava consumada e Lisboa o principal porto da Península Ibérica, não mais voltaria a ser dominado pelo mouros. Ao mesmo tempo os castelo dos arredores de Lisboa como Sintra , Palmela e Almada de imediato se submeteram ao Rei de Portugal

3 comentários:

Pedro Alvites disse...

Muito curioso e interessante este seu blogue. Não só como informação, mas muiot principalmente como recolha historiográfica. É preciso paciência, tempo e muito carinho pela História portuguesa.
Deixo-lhe o meu abraço e o agradecimento pelas páginas vivas de ensino que nos proporciona.
Pedro Alvites

Mário Rui Ribeiro Faria disse...

O relato não coincide com o do cruzado Osborne

Mário Rui Ribeiro Faria disse...

O relato não coincide com o do cruzado Osborne