quarta-feira, junho 27, 2007

Novas quezílias com Fernando II de Leão

(Fernando II)
Estavam ainda muito longe de terminar os conflitos com o rei leonês, que o acordo de Celanova podia deixar antever.

No verão de 1162, aproveitando a morte de Ramon Berenger IV,Fernando II, conseguiu manobrar junto da viúva a Rainha Petronilha no sentido de ser anulado o acordo de casamento, que haviam feito com D.Afonso Henriques, para que o herdeiro, o futuro Afonso II de Aragão casasse com a infanta Mafalda de Portugal e lavá-lo a casar com uma irmã sua D.Sancha o que viria a acontecer.


Reacendendo-se uma revolta de cavaleiros em Salamanca, D.Afonso Henriques, talvez a convite dos revoltoso , entra na cidade , onde nos primeiros meses de 1163 veio a exercer actos de soberania (cf. José Mattoso em D.Afonso Henriques ).


Em todo o ano de 1165, a presença do rei português na Galiza, torna-se ainda mais agressiva, pois a partir do castelo de Cedofeita, atacava Pontevedra e Orense.

Fernando II uma vez acalmada de novo a situação em Castela, volta a encontrar-se com Afonso Henriques em Pontevedra, 5 anos depois do encontro de Celanova, selando-se um novo acordo de paz, desta vez em definitivo foi contratado o casamento de Fernando II, com Urraca Afonso filha do rei de Portugal.

O impedimento canónico que existia e que tornava esse matrimónio proibido, não foi respeitado, mas que viria mais tarde a resultar em dissolução, contudo casaram mesmo em Junho de 1665, vindo a nascer desse casamento o futuro rei Afonso IX de Leão.


Manteve contudo Afonso Henriques o domínio nos condados de Límia e Toroño a sua velha pretensão já que desde sempre considerava esses territórios herança pessoal de sua mãe.


Manteria-os até á próxima quezília que haveria de voltar a ter com o seu genro em 1169.

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