sábado, junho 16, 2007

Os cinco reinos ibéricos

O casamento de D.Mafalda, com o filho do conde de Barcelona,não virá a concretizar-se (ver nota 42), mas o contrato estabelecido, tem grande significado político.

A divisão feita por Afonso VII, do seu reino, pelos seus 2 filhos, esbateu a ideia do Imperador e dos seus vassalos, afirmada por Afonso VI e assumida por Afonso VII.
Os cinco reinos que repartem entre si o espaço Ibérico, apesar do eixo principal ter desaparecido, permanecendo o equilibro entre si, sem nenhum deles conseguir supremacia sobre os outros.

Os cinco reinos protagonistas desse equilíbrio foram Portugal, Leão, Castela,Navarra e Aragão. Os conflitos que existiram entre eles foram bastas vezes compensados com alianças pontuais, o que viria a permitir o prolongamento desse equilíbrio.

A expressão concreta desses equilíbrios eram os casamentos reais e a abertura de portas para aceitação de D.Afonso Henriques, como parceiro de pleno direito nesse mercado matrimonial foi iniciado pelo acordo matrimonial anteriormente referido.

A importância dos casamentos reais , e das respectivas linhagens dos nubentes, tinha extremo significado nesse tempo. Criticava-se D.Afonso Henriques por ter casado com D.Mafalda abaixo da sua condição real, por ela ser apenas filha de conde e não ser "digna" do rei de Portugal.

O acordo nupcial com o filho do Conde de Barcelona, viria "rectificar" de certo modo, essa questão.

Realmente o conde de Barcelona , nunca quisera assumir o título de Rei, muito embora a sua importância, nas relações quer com D.Afonso VII, quer com os Reis de Navarra, fosse a maior. Mesmo que assim não fosse o seu casamento com Petronilha de Aragão herdeira da coroa, atribuía a seu filho a descendência real, quanto mais não fosse por via materna.

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