quinta-feira, julho 19, 2007

Gualdim Pais e a estratégia defensiva


Datam de pelo menos 10 anos antes da derrota de Badajoz, as iniciativas de D.Afonso Henriques, no sentido de promover a defesa do reino, em especial no que a Lisboa e Santarém dizia respeito.

Deve destacar-se nessa altura o papel dos Templários e do seu mestre Gualdim Pais na edificação de fortificações e consequente consolidação defensiva do território português.

  • Gualdim Pais terá sido desde muito jovem, educado e feito cavaleiro pelo próprio rei. Oriundo dum família pertencente à nobreza minhota, natural de Priscos-Braga, terá logo a seguir à conquista de Lisboa com apenas 22 anos seguido para a Terra Santa, para combater pela Fé.
  • Muito jovem também voltou, pois já em 1156-57 se assinala a sua presença em Portugal, na doação que o Rei lhe faz, sendo já mestre Templário, de várias casas e herdades situadas em Sintra.
  • Em Fevereiro de 1159 fez-lhes doação do castelo de Ceres, como compensação dos direitos cedidos à Sé de Lisboa, dos rendimentos eclesiásticos que os Templários, haviam obtido por doação real quando da conquista de Santarém em 1147.
  • Esta troca de doações veio a propiciar não a reconstrução do castelo de Ceres, mas a edificação dum outro mais a sul, num local onde haverá de nascer a povoação de Tomar e que será o centro da ordem em Portugal.
  • Foram introduzidas pelos Templários, novas técnicas arquitectónicas, trazidas por certo da Terra Nova por Gualdim Pais, (exaustivamente estudado pelo prof.Mário Barroca), que terão de tal modo agradado a D.Afonso Henriques que em 30 de Novembro de 1165. assina nova carta de doação para dois novos castelo na fronteira leste do território, Idanha-a-Velha e Monsanto, cujos trabalhos só iniciaram por volta de 1170, data em que terá terminada a construção do castelo de Tomar.
  • Outros castelos se seguirão, sempre com a utilização das mesmas soluções técnicas, Almourol, Penarroias,Longroiva, Zêzere e Cardiga.
  • Esta política de consolidação defensiva, seria posta a prova em anos seguintes durante as violentas invasões almóadas.

3 comentários:

Luis Maia disse...

Longroiva é uma freguesia do concelho de Mêda, Distrito da Guarda e pertence à diocese de Lamego.


Para chegar a Longroiva vindo, quer pela A1, quer pela A23, deverá seguir pela (A25) até ao nó de Celorico da Beira, e dirigir-se pela EN 102/IP2 direcção Trancoso, continuando por esta via em direcção a Bragança até encontrar o cruzamento de Longroiva

Em 1145, 21 anos depois da data em que D. Teresa outorgou o 1º foral de Longroiva, esta povoação era doada aos Templários, por D.Fernão Mendes de Bragança, rico-homem, conde e cunhado de D. Afonso Henriques. Foi donatário o templário D. Hugo de Martónio.

A situação de Longroiva tinha então, nas contingências da Reconquista - diz-nos o aludido historiador Doutor Adriano Vasco Rodrigues - uma excelente posição estratégica. Durante um período transitório, devido ao avanço da Reconquista do Norte para Sul, teve Longroiva uma grande importância militar e foi uma base principal para os cavaleiros da Ordem do Templo. As vicissitudes por que passou a Ordem dos Templários levaram a que, no reinado de D. Dinis, esta Ordem fosse extinta e os seus bens passassem, em Portugal, para a recém-criada Ordem de Cristo.

O Castelo de Longroiva está situado no ponto mais alto do antigo castro de Longobriga. Hoje conserva um pedaço da cerca, que foi fechado no século XIX para servir de cemitério, e ainda restos da barbacã, que faz parte do reduto mais primitivo da fortaleza, anterior a 1176.

Para além do castelo, que sofreu beneficiação recente ao nível da iluminação e embelezamento, Longroiva possui um notável património cultural construído: o solar dos marqueses de Roriz, adaptado a turismo de habitação, a capela da Senhora do Torrão, a Fonte da Concelha, a Fonte Nova, a Igreja Matriz, dedicada a Santa Maria, a estrada nomana (para Astorga e Caliábria), a forca, sepulturas antropomórficas e moinhos de água.

Informação retirada de http://longroiva.no.sapo.pt

marta disse...

Estou sem palavras!

Costeletão disse...

Priscos é a minha terra!
Estou muito contente por encontrar esta noticia aqui!! :)

para mais informações sobre Priscos podem-me contactar :)

strangelesi (at) hotmail (dot) com