sábado, setembro 29, 2007

D.Teresa Afonso a filha predilecta

  • Foi por certo um dos últimos actos de D.Afonso Henriques, a negociação do casamento da sua filha Teresa Afonso, que já com 28 anos ainda não tinha casado. Historiadores recentes concluem que o rei tinha grande afeição por esta sua filha o que justifica em parte esse longo celibato da princesa.

  • Outras razões se poderão invocar, por um lado a necessidade de acompanhar e tratar, D.Afonso que desde Badajoz se sabe tenha ficado bastante dependente de ajuda e tratamento.Também se pode acrescentar, algum precaução no que à herança do trono dissesse respeito, não porque a sucessão por Sancho fosse questionada, mas por razões de precaução face a um possível desastre que custasse a vida do herdeiro.

  • Por volta de 1184 já Sancho e Dulce tinham tido filhos, um Henrique outro Raimundo e 3 filhas, porém a sua menoridade terá feito salvaguardar Teresa Afonso para uma eventual remota possibilidade de suceder a seu irmão Sancho.

  • Em 1184 porém como já descrito, podia então D.Afonso negociar o casamento de sua filha. Após demoradas negociações, D.Teresa Afonso foi dada em casamento a Filipe da Alsácia, conde de Flandres, já viúvo há cerca de 7 anos.

  • Grande espavento e numeroso séquito acompanhou a noiva, que assim se despedia de seu pai. que como não deveria ter deixado de imaginar, não voltaria a ver com vida.

  • Maria Roma (esposa de Diogo F. Amaral), num estudo apresentado II Congresso Histórico de Guimarães, traça a vida e o perfil da filha de D. Afonso Henriques, que vem a casar, em 1185, na catedral de Bruges, com Filipe da Alsácia. Cidade de Bruges ainda hoje celebra carinhosamente esta Infanta de Portugal.

  • Viria a enviuvar de Filipe, 6 anos mais tarde sem terem gerado filhos, afinal o grande desígnio do conde de Flandres para que o seu condado não viesse a cair nas mãos do rei de França.

  • Voltaria a casar com o duque Odo III da Borgonha em 1193, mas desse casamento também não nasceram herdeiros, pelo que acabou por ser repudiada.



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