Versos sem  cor , folhas de outono,
Contam a história dum amor calado,
Erguem palavras em lar com dono,
Guarda teu nome no peito fechado.

Em cada verso revive a paixão,
Poema antigo que insiste em ficar,
Sob a luz da lua renasce a canção,
És meu motivo, meu verso e meu lar.

E se a noite se fecha no teu nome,
Ainda em mim teimas em brilhar,
Nem o silêncio jamais te consome,
Pois és verso que insiste em ficar.

Que o tempo não desbote o passado,
Que este poema jamais tenha fim,
Em cada verso, um amor não sarado,
pois em silêncio, tu vives em mim.


Versos desbotados, folhas de outono,
Contam a história dum amor calado,
Ergo palavras em castelo sem dono,
Guardo teu nome no peito selado.

Em cada verso revive a paixão,
Poema antigo que insiste em ficar,
Sob a luz da lua renasce a canção,
És meu motivo, meu verso e meu lar.

E se a noite se fecha em teu nome,
Ainda em mim teimas em brilhar,
Nem o silêncio jamais te consome,
Pois és verso que insiste em ficar.

Que o tempo não apague o passado,
Que este poema não tenha jamais fim,
Em cada verso, amor não curado,
E no silêncio, ainda vives em mim.


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